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Comunicados 2016
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24/03/2016
Plano Estratégico para a implementação do rastreio organizado e de base populacional ao cancro retal
O cancro do Cólon e Reto é, não só, um dos cancros mais frequentes em Portugal em número de novos casos por ano, como também o que causa mais mortes mas o seu tratamento apresenta resultados razoáveis, com sobrevida de 50% aos 5 anos e “cavalga” para os 90% quando o diagnóstico é feito precocemente.
Assim, muitas vidas poderiam ser poupadas se a doença, através do diagnóstico precoce, fosse encontrada em estado inicial. E esse diagnóstico precoce só será possível através de uma estratégia concertada de rastreio à população.
Acresce que o rastreio precoce permite ainda identificar lesões pré-malignas cuja excisão (e vigilância posterior) permite aumentar ainda mais a efetividade do programa de rastreio.
Atualmente, o rastreio na população geral é feito casualmente através da Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF), realizando-se depois Colonoscopia para confirmação e biópsia quando a PSOF é positiva.

Considerando a necessidade de pensar estrategicamente sobre um problema de saúde que mata 11 portugueses por dia;

Considerando que é imperioso compreender os benefícios humanos, sociais e até económicos da deteção precoce da doença oncológica;

Considerando ainda a necessidade de encontrar respostas que permitam contrariar a tendência observada nos últimos anos no que se refere aos casos e mortes provocadas pelo cancro do Cólon e Reto;

Considerando, por fim, a obrigação do Estado em organizar o Serviço Nacional de Saúde de forma a promover a melhoria da saúde dos Portugueses, Os Verdes entregaram na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo que elabore um plano estratégico para um rastreio organizado e de base populacional ao cancro do Cólon e Reto, que elabore um plano para colmatar as necessidades averiguadas pelo rastreio e implemente uma estratégia para aumentar e melhorar a articulação entre os Centros de Saúde e as unidades de endoscopia digestiva para que os doentes que necessitam do procedimento diagnóstico o tenham em tempo útil.

Recomenda ainda que o Governo proceda à avaliação das necessidades do Serviço Nacional de Saúde nesta área quanto à percentagem da população que deve ser contemplada no rastreio; os meios existentes no Serviço Nacional de Saúde para dar resposta ao rastreio e os meios existentes para formar mais profissionais e alargar assim a resposta do SNS.

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”

O contato do Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213917424 – TM: 910 836 123  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
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Lisboa, 24 de março de 2016
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