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Intervenções na Ar (Escritas)
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29/03/2017
Sobre a Força Aérea Portuguesa e o combate aos incêndios nas florestas (DAR-I-69/2ª)
Intervenção da Deputada Heloísa Apolónia - Assembleia da República, 29 de março de 2017

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Em primeiro lugar, em nome do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista «Os Verdes», quero saudar os cerca de 32 000 peticionários que se dirigiram à Assembleia da República, preocupados com uma matéria que, julgo, nos preocupa a todos, que é justamente a questão dos fogos florestais.

Os Verdes sempre têm dito, e repetem — é preciso dizê-lo de cada vez que falamos dos fogos florestais —, que temos de apostar muito mais na prevenção. O investimento que está a ser feito no combate é incomparável com aquele que é feito na prevenção. E, nesta Legislatura, Os Verdes, em consonância com propostas que também já tinham apresentado noutras legislaturas, mas que foram rejeitadas, têm estado a investir muito, designadamente junto do Governo, para ordenarmos a nossa floresta. No âmbito da prevenção, é fundamental dar este passo.

Nesse sentido, Os Verdes batalharam muito para que, em Portugal, de uma vez por todas, se estancasse a área do eucalipto. Os bombeiros, neste Verão, diziam-nos: «Tirem-nos os eucaliptos da frente! Tirem-nos estas manchas contínuas de eucalipto da frente!».
De facto, temos uma floresta que parece um rastilho, dados os hectares e hectares contínuos de monoculturas de crescimento rápido que, efetivamente, têm repercussão na dimensão dos fogos florestais. E é evidente que a dimensão dos fogos florestais se repercute, depois, numa muito maior dificuldade de combate. Não há dúvida absolutamente nenhuma sobre isso!

Queria deixar aqui, mais uma vez, uma palavra de louvor aos bombeiros portugueses, que são, de facto, absolutamente incansáveis, inesgotáveis no serviço público que prestam ao País.

Mas reforçar os meios de combate, na nossa perspetiva, também é importante. E, se a Força Aérea tem capacidade para dar um contributo nesse combate, nós consideramos que esse contributo deve ser dado e que todas as entidades que podem dar um contributo nesse sentido devem ser envolvidas.

Por isso, julgamos que os peticionários têm razão quando dizem que a Força Aérea deve ser envolvida. Esta questão dos meios aéreos tem dado muita discussão em Portugal, no sentido de saber se devemos ter meios próprios, se não devemos ter meios próprios ou que meios devemos ter.
Mas, Sr.as e Srs. Deputados, que contratos ruinosos foram feitos nesta matéria?!…

Que consequências surgiram da privatização da manutenção e da gestão operacional desses meios aéreos?!…
Houve, de facto, políticas absolutamente nefastas relativamente a esta matéria e nós também devemos aprender, tendo lucidez e consciência das consequências concretas que resultaram dessas más políticas para, de facto, retificar esses erros.
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