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Intervenções na Ar (Escritas)
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07/12/2017
Voto de condenação quanto ao reconhecimento pelos EUA de Jerusalém como capital de Israel - DAR-I-24/3ª
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Os Verdes começam esta intervenção manifestando a sua firme condenação relativamente à intenção da Administração norte-americana, de transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém.

De facto, com esta decisão, os Estados Unidos não estão apenas a transferir a sua embaixada, estão também a tomar uma decisão com sérias implicações no estatuto da própria cidade de Jerusalém.

Com esta decisão, os Estados Unidos da América estão a desrespeitar o povo palestiniano, estão a colaborar com a política sionista de ilegal ocupação dos territórios da Palestina, desde logo, a ocupação total de Jerusalém, por parte de Israel.

Mas é também uma decisão que transporta um perigo real para a paz na região e no mundo. Uma decisão que afasta qualquer solução de paz para o conflito israelo-palestiniano e que vai agudizar o conflito, comprometendo o desejável relançamento do processo de paz.

Ora, face a esta atitude, diria, no mínimo, irresponsável, por parte da Administração norte-americana, Os Verdes entendem que esta Assembleia deve condenar esta decisão com toda a firmeza, mas entendem também que o Governo português deve, com urgência, proceder ao reconhecimento formal do Estado da Palestina, seja em articulação com a União Europeia, seja sem qualquer articulação. Recordo que esta Assembleia já aprovou, há mais de dois anos, uma resolução que pretendia exatamente recomendar ao Governo que, em articulação com a União Europeia, reconhecesse o Estado da Palestina.
Da parte de Os Verdes, continuaremos a exigir a criação de um Estado da Palestina independente, com as fronteiras anteriores a junho de 1967, com a capital em Jerusalém Leste, no respeito do direito de regresso dos refugiados palestinianos, aliás, em sintonia com várias resoluções das Nações Unidas, e no cumprimento das elementares regras do direito internacional.

Os Verdes consideram, por fim, que as resoluções das Nações Unidas são para ser cumpridas por todos, sejam ou não amigos.
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